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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

insônia.

Insônia. Ela bem sabe que meus pensamentos não vão se acalmar enquanto eu não confessá-los ao papel.

domingo, 12 de dezembro de 2010

sir. paul mccartney.

Esses críticos medíocres podem falar à vontade, digam que ele está velho, não consegue fazer boa música, é superficial. Digam o que quiser, mas tentem ao menos ficar 3 horas em um palco, lotar um estádio com mais de 60 mil pessoas de todas as gerações e lugares e fazer com que todas elas se emocionem. Eu senti meu corpo balançar, com o sinal de paz nos dedos e gritando "All we are saying, is give peace a chance", me vi chorando enquanto 64 mil pessoas cantavam "Yesterday" e eu de olhos fechados e úmidos em "Here Today".
Sir. McCartney foi muito simpático em todos os momentos, enquanto cantava sua música em homenagem à São Paulo ("Oooh São Paulo, oooh São Paulo) e seu "tudo bem in the rain?". Meu pai me acompanhou nesta jornada, até a longa e frustrante  tentativa de conquista dos ingressos para o primeiro show até as 5 horas na fila chuvosa e cansativa.
Agora me lembro de estar suando dentro de duas capas de chuva, água nos pés e sentar em uma daquelas cadeiras encharcadas da arquibancada e agradecer aos céus por estar ali. Foram mais algumas horas que me recusei contar dentro do estádio, até que as luzes iluminaram o palco, e alguns quilômetros me afastavam de um dos maiores gênios da música. Eu esqueci a fome, o suor, o calor e o frio, esqueci de tudo e comecei a dançar sem ainda perceber que eu estava lá! Não se tratava apenas de um ex-beatle, tratava-se de música, de um músico, um show e 64 mil pessoas exilando energia, lágrimas e sorrisos.
Depois disso eu percebi, infelizmente, que havia acabado. Mas eu vou tentar recuperar todos os detalhes e momentos grandes e pequenos deste maravilhoso e grande show. Ainda visito minha mente para tentar recordar de todos aqueles momentos.

Obrigada sir. Paul McCartney por me proporcionar uma experiência da qual poderei levar para o resto da minha vida.